Por que meu cachorro coça tanto?
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Coceira persistente em cachorro tem várias causas possíveis: dermatite atópica (alergia ambiental a poeira, pólen e ácaros), alergia alimentar, dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP), sarna, infecção bacteriana (pioderma), infecção fúngica (Malassezia, micose) ou doenças autoimunes. O diagnóstico exige consulta dermatológica com exame físico e exames complementares — raspado cutâneo, citologia e, em alguns casos, biópsia ou teste alérgico.
Meu cachorro está perdendo pelo. É normal?
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Queda de pelo discreta e simétrica (troca de pelagem) é fisiológica. Mas queda em áreas localizadas, com vermelhidão, feridas, descamação ou coceira é sinal de doença dermatológica — pode ser alopecia hormonal (problema de tireoide ou cortisol), demodicose (sarna negra), dermatofitose (micose), dermatite atópica ou efeito secundário de infecção. Consulta com veterinário dermatologista define a causa.
Otite em cachorro tem cura?
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Otite aguda (primeiro episódio) costuma responder bem ao tratamento tópico e sistêmico em 1 a 3 semanas. Otite crônica ou recorrente, no entanto, quase sempre tem uma causa de base não tratada — em 55% a 80% dos casos a otite está associada a dermatite atópica ou alergia alimentar. Sem identificar e controlar a causa primária, a otite retorna. Por isso, otites de repetição pedem investigação dermatológica completa, não apenas tratamento do sintoma.
Dermatite atópica em cachorro tem cura?
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Não. A dermatite atópica canina é uma doença crônica com base genética — o pet nasce com predisposição a reagir excessivamente a alérgenos ambientais. O tratamento controla os sintomas e mantém o pet confortável e com qualidade de vida, mas exige acompanhamento contínuo. Pode incluir medicação oral, shampoos terapêuticos, dieta hipoalergênica, controle ambiental e, em alguns casos, imunoterapia alérgeno-específica.
Como saber se meu pet tem alergia alimentar?
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Suspeita-se de alergia alimentar quando há coceira persistente o ano todo (sem sazonalidade), otite recorrente, alterações gastrointestinais associadas (vômito, diarreia, gases) ou quando outros diagnósticos foram descartados. O diagnóstico é feito com dieta de eliminação supervisionada: troca da alimentação por 8 a 12 semanas usando proteína hidrolisada ou nova fonte proteica. Após melhora, reintroduzir o alimento original confirma o diagnóstico.
Gato também tem dermatite e alergia?
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Sim. Gatos podem apresentar dermatite atópica felina, alergia alimentar, dermatite alérgica à pulga (a mais comum) e doenças dermatológicas específicas como complexo granuloma eosinofílico, acne felina e dermatofitose. Os sinais incluem lambedura excessiva (alopecia por lambedura), coceira, feridas no pescoço e abdômen, e formação de bolas de pelo aumentadas pela ingestão durante a higiene.
Quanto tempo dura o tratamento dermatológico?
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Depende da doença. Infecções agudas (pioderma, otite externa, sarna sarcóptica) resolvem em 2 a 6 semanas com tratamento adequado. Doenças crônicas como dermatite atópica e alergia alimentar exigem acompanhamento ao longo da vida — com fases de remissão e eventual crise sazonal. Em todos os casos, o retorno periódico (a cada 4 a 8 semanas no início) é fundamental pra ajustar a medicação.
Quais exames são feitos numa consulta dermatológica veterinária?
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Dependendo do caso: raspado cutâneo (identifica sarna, demodicose), citologia (detecta bactérias, fungos, leveduras e células inflamatórias), cultura fúngica (confirma dermatofitose), tricograma (avalia pelos e folículos), biópsia de pele (em casos de doenças autoimunes ou suspeita de neoplasia) e testes alérgicos (intradérmico ou sorológico). Na Clínica Propet a coleta é feita na própria clínica, sem encaminhar pra fora.
Pets não convencionais também têm problemas de pele?
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Sim, e com frequência. Coelhos podem apresentar dermatofitose, ácaros (Cheyletiella) e dermatite úmida. Aves desenvolvem picagem de penas (causa multifatorial), aspergilose e dermatites. Répteis têm problemas de muda (disecdise), dermatites bacterianas e fúngicas. A Clínica Propet atende dermatologia em pets não convencionais com a mesma estrutura e protocolo de cães e gatos.