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Doença renal crônica (DRC)
Perda progressiva e irreversível da função dos rins ao longo de meses ou anos. É a doença renal mais prevalente em gatos idosos — afeta cerca de 1 em cada 3 gatos com mais de 12 anos — e a segunda maior causa de óbito em felinos geriátricos. Em cães, acomete mais frequentemente adultos e idosos, com predisposição em raças como Cocker Spaniel, Bull Terrier, Cavalier King Charles e Shih Tzu.
Sinais: aumento de sede e urina, perda de peso, inapetência, vômito, desidratação, hálito urêmico. Diagnóstico: bioquímica (creatinina, ureia, SDMA, fósforo), urinálise, RPC, ultrassom renal, pressão arterial. Estadiamento pelo sistema IRIS (estágios 1 a 4).
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Insuficiência renal aguda (IRA)
Queda brusca da função renal em horas ou poucos dias. Pode ser causada por intoxicação (antiinflamatórios, lírio em gatos, uva em cães, anticongelante), desidratação grave, infecção severa, obstrução urinária ou isquemia renal. Diferente da DRC, a IRA pode ser reversível se tratada a tempo e de forma agressiva.
Sinais: vômito intenso, anúria (para de urinar) ou oligúria (urina pouco), prostração, recusa total de alimento, desidratação severa. Tratamento: internação com fluidoterapia intensiva, correção eletrolítica, suporte nutricional e monitoramento contínuo.
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Cálculos urinários (urolitíase)
Formação de "pedras" (urólitos) no trato urinário — rins, ureteres, bexiga ou uretra. Os tipos mais comuns são estruvita (fosfato triplo) e oxalato de cálcio. Em cães machos de raças pequenas, cálculos uretrais podem causar obstrução urinária completa, que é emergência. Em gatos, a obstrução uretral é uma das emergências mais frequentes e potencialmente fatal.
Sinais: dor ao urinar, esforço sem conseguir urinar, urina com sangue, lambedura excessiva da região genital, vocalização ao urinar. Diagnóstico: urinálise, raio-X abdominal, ultrassom. Conduta: dissolução dietética (estruvita) ou remoção cirúrgica, seguida de dieta preventiva.
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Infecção do trato urinário e cistite
Infecção bacteriana na bexiga (cistite) ou em outros segmentos do trato urinário. Mais comum em cadelas (uretra curta), pets diabéticos e pets com DRC. Quando recorrente (3+ episódios por ano), exige investigação de causa predisponente — cálculos, alteração anatômica, imunodeficiência ou doença endócrina.
Sinais: xixi frequente em pequenas quantidades, urina com sangue, esforço ao urinar, urina com cheiro forte. Diagnóstico: urinálise com sedimento, cultura bacteriana com antibiograma. Em gatos, atenção: a cistite idiopática felina (CIF) é a causa mais comum de sintomas urinários e não é infecciosa.
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Pielonefrite (infecção renal)
Infecção bacteriana que atinge os rins — mais grave que a cistite e frequentemente consequência de infecção urinária não tratada ou recorrente. Pode causar lesão renal permanente e evoluir para sepse se não tratada com rapidez.
Sinais: febre, dor abdominal ou lombar, prostração, vômito, urina turva e com odor forte, perda de apetite. Diagnóstico: urinálise, cultura com antibiograma, hemograma, bioquímica renal e ultrassom (pode mostrar dilatação de pelve renal). Tratamento: antibioticoterapia prolongada (4–6 semanas), com cultura de controle.
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Hipertensão arterial e complicações renais
Pressão alta é uma complicação frequente da DRC em cães e gatos — e também causa de progressão da doença renal. A hipertensão não tratada lesa rins, olhos (descolamento de retina, cegueira súbita), coração e cérebro. Em gatos com DRC, a aferição de pressão arterial é parte obrigatória do acompanhamento.
Sinais: muitas vezes silenciosa. Quando avançada — cegueira súbita (pupilas dilatadas, desorientação), sangramento ocular, convulsão. Diagnóstico: aferição com Doppler ou oscilométrico. Tratamento: anti-hipertensivo específico com acompanhamento periódico.