Neurologia veterinária · Betim/MG

Neurologia veterinária em Betim — doenças do sistema nervoso em cães e gatos diagnosticadas e tratadas no mesmo endereço.

Diagnóstico e tratamento de epilepsia, hérnia de disco, síndrome vestibular, meningoencefalite, mielopatia degenerativa, trauma cranioencefálico e paralisias em cães e gatos. Exame neurológico completo, raio-X digital com laudo e internação com suporte no próprio endereço em Betim, Contagem, BH e região.

★★★★★ 5,0 no Google · 170+ avaliações
Av. Edmeia Matos Lazzarotti, 3291 — Ingá, Betim/MG
Consulta veterinária neurológica com cão no consultório da Clínica Propet em Betim/MG
Diagnóstico neurológico integrado Exame neurológico · Raio-X digital · Internação · Cirurgia Cães · Gatos · Filhotes, adultos e idosos
O que é

Neurologia veterinária: a especialidade que investiga cérebro, medula espinhal e nervos do seu pet.

A neurologia veterinária é a especialidade que diagnostica e trata doenças do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e periférico (nervos cranianos, nervos espinhais e junções neuromusculares) em cães, gatos e outras espécies. É uma área que exige avaliação clínica detalhada — o exame neurológico localiza a lesão no sistema nervoso antes mesmo de qualquer exame de imagem. As doenças neurológicas variam de condições manejáveis ao longo da vida (epilepsia idiopática, controlada com medicação em muitos pacientes) a emergências que exigem intervenção em horas (hérnia de disco aguda com paralisia, status epilepticus).

As condições neurológicas mais frequentes na rotina clínica são a epilepsia — presente em 0,5–0,75% dos cães, com prevalência significativamente maior em raças como Beagle, Pastor Alemão, Golden Retriever e Labrador —, a doença do disco intervertebral (hérnia de disco, especialmente em Dachshund, Beagle, Shih Tzu e Buldogue Francês), a síndrome vestibular (uma das emergências neurológicas mais frequentes, com a forma geriátrica acometendo cães acima de 10 anos), a meningoencefalite de origem desconhecida (MUO, mais comum em raças pequenas como Pug, Yorkshire e Maltês), a mielopatia degenerativa (progressiva, frequente em Pastor Alemão e Boxer), os traumas cranioencefálicos e espinhais, e as paralisias de nervos periféricos.

Na Clínica Propet, em Betim/MG, a neurologia integra o exame neurológico especializado, o raio-X digital com laudo, o bloco cirúrgico e a internação no mesmo endereço. A avaliação começa com o exame neurológico completo — testes de reflexos, propriocepção, resposta sensorial, avaliação de pares cranianos e nível de consciência — que localiza a lesão e direciona a investigação. O raio-X de coluna é feito na própria clínica. Quando o caso exige cirurgia (hemilaminectomia para hérnia de disco, estabilização de fratura vertebral), o bloco cirúrgico próprio atende sem deslocar o paciente. E quando há componente ortopédico (fratura com lesão nervosa), oncológico (tumor cerebral ou espinhal) ou metabólico (convulsão por hipoglicemia ou encefalopatia hepática), o encaminhamento integrado acontece na mesma estrutura.

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Importante: convulsão, paralisia súbita e perda de consciência são emergências neurológicas. Se o pet convulsionar por mais de 5 minutos, ficar paralisado de repente, perder a consciência ou apresentar desorientação severa, procure atendimento veterinário imediato. Esta página é informativa — se observar qualquer sinal abaixo no seu pet, agende consulta.

Quando suspeitar

Sinais que podem indicar doença neurológica no seu pet.

Doenças neurológicas se manifestam por mudanças de comportamento, coordenação, equilíbrio e força muscular. Alguns sinais são sutis — outros são emergência. Observar o pet com atenção é o primeiro passo.

Doenças mais comuns

As 6 condições neurológicas que mais diagnosticamos na clínica.

Doença neurológica assusta — mas muitas são tratáveis. Epilepsia pode ser controlada com medicação; hérnia de disco pode ser resolvida com cirurgia; síndrome vestibular geriátrica geralmente se resolve em dias. O diagnóstico correto é o que faz a diferença.

Epilepsia

Condição caracterizada por convulsões recorrentes sem causa estrutural identificável (epilepsia idiopática) ou secundárias a lesão cerebral (epilepsia estrutural). A epilepsia idiopática é a causa mais comum de convulsões em cães entre 6 meses e 5 anos de idade, com prevalência de 0,5–0,75% na população canina geral — significativamente maior em raças como Beagle, Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador, Border Collie e Dachshund. A maioria dos cães com epilepsia idiopática tem componente genético hereditário.

Sinais: convulsões generalizadas (corpo todo, perda de consciência, salivação, movimentos de pedalagem) ou focais (tremor de uma região, automatismos). Podem ocorrer isoladas ou em cluster (múltiplas em 24h). Diagnóstico: exame neurológico (normal entre crises na epilepsia idiopática), hemograma, bioquímica (descartar causa metabólica), raio-X. Tratamento: anticonvulsivantes (fenobarbital, brometo de potássio, levetiracetam), com acompanhamento laboratorial periódico.

Doença do disco intervertebral (hérnia de disco)

Degeneração e deslocamento do disco intervertebral com compressão da medula espinhal — causa mais comum de dor na coluna em cães. Tem forte predisposição em raças condrodistróficas (Dachshund, Beagle, Shih Tzu, Lhasa Apso, Buldogue Francês, Cocker Spaniel), que apresentam mineralização precoce dos discos. A forma aguda (Hansen tipo I) pode causar paralisia em horas e é emergência cirúrgica.

Sinais: dor na coluna (costas arqueadas, choro ao ser manipulado), fraqueza dos membros traseiros, tropeços, arrastar das patas, incontinência urinária. Diagnóstico: exame neurológico (localiza a lesão), raio-X da coluna, tomografia ou ressonância magnética para confirmar e planejar cirurgia. Tratamento: conservador (repouso absoluto + analgesia) em casos leves; cirúrgico (hemilaminectomia) em casos com déficit neurológico significativo. Tempo entre paralisia e cirurgia influencia prognóstico.

Síndrome vestibular

Disfunção do sistema vestibular (responsável pelo equilíbrio) — uma das emergências neurológicas mais frequentes na clínica de pequenos animais. Pode ser periférica (ouvido interno — mais comum, geralmente melhor prognóstico) ou central (tronco cerebral/cerebelo — mais grave). A síndrome vestibular geriátrica (idiopática) é a causa mais comum em cães com mais de 10 anos: tem início súbito, causa grande alarme no tutor, mas geralmente se resolve em 1 a 3 semanas com tratamento de suporte.

Sinais: cabeça inclinada (head tilt), nistagmo (movimento rítmico dos olhos), andar em círculos, perda de equilíbrio, queda para um lado, náusea e vômito. Na forma central — alteração de consciência, déficits proprioceptivos, nistagmo vertical. Diagnóstico: exame neurológico (diferencia periférica de central), otoscopia, raio-X de bulas timpânicas, hemograma. Tratamento: suporte (anti-eméticos, fluidoterapia), tratar causa quando identificada (otite média/interna na periférica).

Meningoencefalite de origem desconhecida (MUO)

Grupo de doenças inflamatórias do sistema nervoso central (cérebro e meninges) de origem imunomediada — inclui a meningoencefalite granulomatosa (MEG), a meningoencefalite necrosante (NME) e a leucoencefalite necrosante (NLE). Acomete predominantemente cães de raças pequenas — Pug, Yorkshire, Maltês, Chihuahua, Shih Tzu e West Highland White Terrier — com maior incidência em fêmeas entre 3 e 7 anos de idade. É progressiva se não tratada.

Sinais: variam conforme localização — convulsões, desorientação, cegueira, andar em círculos, head tilt, dor cervical, ataxia, mudanças de comportamento. Diagnóstico: exame neurológico, hemograma, análise de líquor (LCR), ressonância magnética quando indicada. Diagnóstico definitivo é histopatológico. Tratamento: imunossupressão com corticoides (prednisona) associados a outras drogas imunossupressoras (citarabina, ciclosporina), com acompanhamento de longo prazo. Prognóstico variável — resposta ao tratamento define sobrevida.

Mielopatia degenerativa

Doença neurodegenerativa progressiva que causa perda gradual de função dos membros posteriores, evoluindo para paraplegia ao longo de meses. Foi inicialmente descrita em Pastor Alemão, mas afeta outras raças como Boxer, Corgi, Cavalier King Charles, Golden Retriever, Pug e Bernese Mountain Dog. Os sinais começam tipicamente em cães acima de 8 anos. Tem base genética (mutação no gene SOD1) e, até o momento, não existe tratamento que reverta ou interrompa a progressão.

Sinais: fraqueza progressiva dos membros traseiros, arrastar das patas (desgaste das unhas), tropeços, perda de propriocepção, dificuldade para levantar, incontinência urinária/fecal em fases avançadas. A dor não é característica — diferente da hérnia de disco. Diagnóstico: exame neurológico, raio-X de coluna (exclui hérnia de disco), teste genético para SOD1. Diagnóstico definitivo é histopatológico (post mortem). Manejo: fisioterapia, hidroterapia, uso de carrinho de rodas, controle de peso. O objetivo é manter qualidade de vida e mobilidade o máximo possível.

Trauma cranioencefálico e espinhal

Lesão do cérebro ou da medula espinhal causada por trauma externo — atropelamento, queda, briga ou projétil. O trauma cranioencefálico (TCE) é emergência: pode causar edema cerebral, hemorragia intracraniana e herniação, com risco de morte se não tratado. O trauma espinhal pode causar paralisia imediata por contusão ou fratura vertebral com compressão medular. A avaliação neurológica seriada (escala de Glasgow modificada para veterinária) define gravidade e prognóstico.

Sinais no TCE: alteração de consciência (desde letargia até coma), pupilas assimétricas ou dilatadas, convulsões, vômito, desorientação. Sinais no trauma espinhal: paralisia, perda de sensibilidade, retenção urinária, dor. Diagnóstico: exame neurológico seriado, raio-X, tomografia quando indicada. Tratamento: estabilização hemodinâmica, controle de pressão intracraniana (manitol, posição elevada da cabeça), analgesia, fluidoterapia. Cirurgia quando há fratura instável ou compressão medular.

Como diagnosticamos

Exames neurológicos feitos no próprio endereço.

A neurologia depende fundamentalmente do exame clínico — o exame neurológico localiza a lesão antes de qualquer imagem. Na Propet, a avaliação completa e o raio-X são feitos no mesmo endereço.

Avaliação clínica

Exame neurológico completo

O exame neurológico é a ferramenta mais importante da neurologia veterinária — localiza a lesão no sistema nervoso e direciona toda a investigação subsequente. Avalia nível de consciência, postura, marcha, reflexos espinhais (patelar, flexor, panicular), reflexos cranianos (pupilar, de ameaça, palpebral), propriocepção (posicionamento das patas), sensibilidade superficial e profunda, tônus muscular e resposta à dor. É feito no consultório, sem sedação, e permite ao neurologista determinar se a lesão é cerebral, cerebelar, vestibular, de medula espinhal ou de nervo periférico.

Quando indicar: convulsão (primeira ou recorrente), paralisia, fraqueza, cabeça torta, andar em círculos, desorientação, dor na coluna, mudança súbita de comportamento, trauma.

Diagnóstico por imagem

Raio-X digital com laudo (coluna e crânio)

O raio-X da coluna identifica espondiloses, calcificações discais, fraturas vertebrais e alterações de alinhamento. O raio-X de crânio avalia fraturas, alterações de bulas timpânicas (otite média associada a síndrome vestibular periférica) e, em alguns casos, lesões ósseas. Na Propet, o raio-X é digital — imagem instantânea, alta resolução, laudo no mesmo dia. Complementado por tomografia ou ressonância magnética em centros de referência quando necessário para localização precisa de hérnias de disco ou lesões intracranianas.

Quando indicar: dor na coluna, paralisia, trauma espinhal, cabeça inclinada com suspeita de otite, convulsões com suspeita de lesão estrutural, planejamento pré-cirúrgico.

Avaliação metabólica

Hemograma e perfil bioquímico

Muitas convulsões têm causa metabólica — hipoglicemia, encefalopatia hepática (shunt portossistêmico), uremia, desequilíbrio eletrolítico — e o diagnóstico depende de exames laboratoriais. O hemograma avalia infecção e inflamação sistêmica. A bioquímica (glicose, função hepática, renal, eletrólitos) identifica ou exclui causas metabólicas de sinais neurológicos. É obrigatório em todo paciente com convulsão antes de iniciar anticonvulsivante. Na Propet, a coleta é feita na própria clínica.

Quando indicar: primeira convulsão, convulsões em pet muito jovem ou idoso, alteração de consciência, icterícia com sinais neurológicos, monitoramento de nível sérico de anticonvulsivantes (fenobarbital).

Suporte intensivo

Internação com suporte neurológico

Pacientes neurológicos críticos — status epilepticus (convulsão prolongada), TCE, pós-operatório de hemilaminectomia, paralisia aguda — precisam de internação com monitoramento contínuo. Na Propet, a internação climatizada oferece avaliação neurológica seriada (escala de Glasgow modificada no TCE), administração de anticonvulsivantes injetáveis, controle de pressão intracraniana (quando indicado), fluidoterapia, manejo de bexiga neurogênica e suporte nutricional.

Quando indicar: convulsão prolongada ou em cluster, TCE, paralisia aguda, pós-cirurgia de coluna, pet em tratamento imunossupressor com piora neurológica.

Seu pet convulsionou, ficou paralisado ou está com a cabeça torta de repente?
Sinais neurológicos exigem avaliação especializada — e o tempo pode fazer diferença no resultado.

Equipe da própria clínica responde no WhatsApp em minutos, dentro do horário de atendimento.

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Por que escolher a Propet

Neurologia integrada — exame neurológico, imagem, cirurgia e internação em um endereço só.

Exame neurológico especializado

Avaliação neurológica completa — reflexos, propriocepção, pares cranianos, sensibilidade — que localiza a lesão antes de qualquer exame de imagem. Direcionamento preciso da investigação e do tratamento.

Raio-X digital com laudo no próprio endereço

Coluna cervical, toracolombar e crânio — imagem instantânea, alta resolução, laudo no mesmo dia. Pet com dor ou paralisia não precisa ser deslocado para outro lugar.

Bloco cirúrgico para neurocirurgia

Hemilaminectomia (hérnia de disco), estabilização de fratura vertebral e demais cirurgias neurológicas realizadas no bloco cirúrgico da clínica, com monitoramento anestésico e internação pós-operatória.

Integração com ortopedia e oncologia

Trauma espinhal pode ter componente ortopédico. Convulsão pode ter causa tumoral. Encaminhamento integrado, sem refazer histórico em outra clínica.

Acompanhamento de epilépticos e crônicos

Epilepsia exige ajuste de dose, exames de controle (nível sérico de fenobarbital, função hepática) e retornos regulares. Mielopatia degenerativa exige manejo contínuo de mobilidade. Na Propet, o acompanhamento é de longo prazo.

5,0★ no Google · 170+ avaliações

Referência regional em medicina veterinária em Betim, Contagem, BH e região metropolitana.

Quem atende

Equipe veterinária responsável pelo cuidado neurológico do seu pet.

Dr. Thiago Freitas Ferreira — veterinário, Clínica Propet Betim Dr. Luciano Saraiva Gonçalves — veterinário, Clínica Propet Betim
Dr. Thiago Freitas Ferreira (CRMV-MG 24669) e Dr. Luciano Saraiva Gonçalves (CRMV-MG 9915)

Sócios da Clínica Propet, formados pela PUC Minas — campus Betim. Conduzem o atendimento clínico geral e cirúrgico, e contam com profissional com formação em neurologia veterinária integrando a equipe para condução de casos neurológicos, exame neurológico especializado, planejamento de neurocirurgias e acompanhamento de pacientes epilépticos e crônicos.

+ Equipe com profissionais pós-graduados em cardiologia, dermatologia, oftalmologia, ortopedia e demais áreas.
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre neurologia veterinária.

Meu cachorro teve uma convulsão. O que faço?

Durante a convulsão: não coloque a mão na boca do pet (ele não engole a língua), afaste objetos que possam machucá-lo, não tente segurá-lo e cronometre a duração. Se a convulsão durar mais de 5 minutos ou se houver mais de 2 convulsões em 24 horas, é emergência — leve ao veterinário imediatamente. Após a convulsão, o pet pode ficar desorientado, cego temporariamente e faminto (fase pós-ictal) por minutos a horas. Mesmo que a convulsão tenha sido curta e o pet pareça normal depois, agende uma consulta neurológica — a primeira convulsão sempre merece investigação.

Epilepsia em cachorro tem cura?

A epilepsia idiopática não tem cura, mas é controlável com medicação na maioria dos pacientes. O tratamento com anticonvulsivantes (fenobarbital, brometo de potássio, levetiracetam) visa reduzir a frequência e a intensidade das crises — o objetivo é diminuir as convulsões em pelo menos 50%. O tratamento é contínuo e para a vida toda, com ajuste de dose guiado por exames de controle (nível sérico da medicação, função hepática). Até um terço dos cães são refratários ao tratamento e podem precisar de combinação de drogas ou ajuste frequente.

Cachorro arrastando as patas traseiras pode ser hérnia de disco?

Sim, arrastar as patas traseiras é um dos sinais mais comuns de hérnia de disco (doença do disco intervertebral) com compressão da medula espinhal. Raças condrodistróficas — Dachshund, Beagle, Shih Tzu, Buldogue Francês, Lhasa Apso e Cocker Spaniel — têm predisposição genética. Os sinais variam de dor na coluna e fraqueza leve (o pet tropeça e arrasta as unhas) até paralisia completa com perda de sensibilidade profunda. A avaliação neurológica define a gravidade. Casos com paralisia aguda são emergência cirúrgica — o tempo entre a perda de função e a cirurgia influencia diretamente o prognóstico.

Meu cachorro idoso acordou com a cabeça torta e caindo para um lado. O que é?

O quadro é muito sugestivo de síndrome vestibular, uma das emergências neurológicas mais comuns em cães idosos. A forma geriátrica (idiopática) acomete cães acima de 10 anos com início súbito — o pet amanhece com cabeça inclinada, perda de equilíbrio, nistagmo (olhos se movendo ritmicamente) e pode não conseguir ficar de pé. Apesar de assustar, a síndrome vestibular geriátrica tem bom prognóstico — a maioria se resolve em 1 a 3 semanas com tratamento de suporte. Mas o exame neurológico é importante para diferenciar da forma central (mais grave, causada por lesão no tronco cerebral).

Gato também pode ter doença neurológica?

Sim. Gatos podem ter epilepsia (idiopática ou secundária), meningoencefalite, síndrome vestibular (periférica por otite ou central), polineuropatia diabética (fraqueza e postura plantígrada em gatos diabéticos), trauma medular e hérnia de disco — embora esta última seja menos frequente em gatos do que em cães. Os sinais neurológicos em gatos podem ser mais sutis: desorientação, mudança de comportamento, hiperestesia (sensibilidade exagerada ao toque), vocalização excessiva e convulsões. A avaliação neurológica segue os mesmos princípios que em cães.

O que é mielopatia degenerativa?

Mielopatia degenerativa é uma doença neurodegenerativa progressiva que causa perda gradual da função dos membros posteriores em cães, evoluindo para paraplegia ao longo de meses. Foi descrita inicialmente em Pastor Alemão, mas também afeta Boxer, Corgi, Cavalier King Charles, Golden Retriever e outras raças. Tem base genética (mutação no gene SOD1). Os sinais começam tipicamente acima dos 8 anos — fraqueza progressiva, arrastar das patas, tropeços. Diferente da hérnia de disco, a mielopatia degenerativa não causa dor. Não existe tratamento que reverta ou interrompa a progressão — o manejo foca em fisioterapia, hidroterapia e adaptações (carrinho de rodas) para manter qualidade de vida.

Convulsão em filhote pode ser epilepsia?

Pode, mas convulsão em filhote merece investigação cuidadosa antes de concluir que é epilepsia idiopática. Em filhotes, as causas mais comuns de convulsão incluem hipoglicemia (especialmente em raças miniatura), intoxicação (plantas, produtos de limpeza, medicamentos), doenças infecciosas (cinomose), shunt portossistêmico (malformação hepática que causa encefalopatia), hidrocefalia e malformações cerebrais congênitas. A epilepsia idiopática geralmente se manifesta entre 6 meses e 5 anos de idade. A investigação inclui exame neurológico, hemograma, bioquímica (glicose, função hepática) e, quando indicado, exames de imagem.

Hérnia de disco em cachorro precisa de cirurgia?

Depende da gravidade dos sinais neurológicos. Hérnias com dor apenas (pet andando normalmente mas com dor na coluna) podem ser tratadas com repouso absoluto, analgesia e anti-inflamatório — o repouso precisa ser rigoroso (gaiola ou espaço restrito) por 4 a 6 semanas. Hérnias com déficit neurológico moderado a grave (fraqueza, tropeço, arrastar de patas) ou paralisia geralmente indicam cirurgia (hemilaminectomia) para descomprimir a medula. A perda de sensibilidade profunda é o sinal mais grave — e o tempo entre a perda e a cirurgia é crítico para o prognóstico.

A Propet faz cirurgia de coluna?

Sim. A Clínica Propet realiza cirurgias de coluna — hemilaminectomia para descompressão de hérnia de disco, estabilização de fraturas vertebrais e outros procedimentos neurocirúrgicos — no bloco cirúrgico próprio, com monitoramento anestésico completo. O pós-operatório é acompanhado na internação climatizada da clínica, com avaliação neurológica seriada, manejo de dor, manejo de bexiga neurogênica quando necessário e orientação de reabilitação domiciliar. O raio-X de controle é feito no próprio endereço.

Onde estamos

Clínica Propet — Betim/MG

Av. Edmeia Matos Lazzarotti, 3291 — Ingá. Estacionamento ao redor, fácil acesso pra Contagem, BH e região.

Atendimento neurológico

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Resposta no WhatsApp dentro do horário de atendimento — quem responde é equipe da própria clínica, não chatbot.

Seg–sex
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