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Tumores mamários
O tipo de tumor mais frequente em cadelas, respondendo por mais de 45% de todas as neoplasias diagnosticadas na espécie. Aproximadamente 50% dos tumores mamários em cadelas são malignos. Cadelas não castradas ou castradas após o segundo cio têm risco significativamente maior. Em gatas, os tumores mamários representam o terceiro tipo mais comum, porém com comportamento mais agressivo — cerca de 85% dos tumores mamários felinos são malignos (adenocarcinomas).
Sinais: nódulo firme na cadeia mamária (pode ser único ou múltiplo), aumento progressivo de volume, ulceração, secreção. Diagnóstico: citologia aspirativa (PAAF), raio-X de tórax (pesquisa de metástase), ultrassom abdominal, biópsia com histopatologia. Tratamento: mastectomia (remoção cirúrgica) com margem + quimioterapia quando indicado.
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Mastocitoma cutâneo
Segundo tumor maligno mais diagnosticado em cães, originado dos mastócitos da pele. Tem incidência entre 20% e 22% de todos os tumores cutâneos caninos. Raças com alta predisposição incluem Boxer (responde por mais de 46% dos casos em alguns estudos), Bulldog, Pitbull, Labrador, Golden Retriever e Weimaraner. A apresentação clínica é variável — pode parecer uma verruga, um nódulo firme ou uma massa que incha e desincha (sinal de Darier).
Sinais: nódulo cutâneo que muda de tamanho, vermelhidão ao redor, inchaço intermitente. Diagnóstico: citologia aspirativa (resultado rápido — mastócitos são facilmente identificáveis na citologia), histopatologia para graduação (grau I, II ou III). Estadiamento: linfonodo regional, ultrassom abdominal, hemograma. Tratamento: excisão cirúrgica com margem ampla + quimioterapia conforme grau e estadiamento.
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Linfoma
Tumor dos linfócitos que pode se manifestar em linfonodos, baço, medula óssea, trato gastrointestinal e outros órgãos. Representa cerca de 24% de todos os cânceres em cães e até 30% em gatos — sendo o tumor mais prevalente na espécie felina, frequentemente associado ao vírus da leucemia felina (FeLV). A forma multicêntrica (aumento generalizado de linfonodos) é a mais comum em cães; em gatos, a forma alimentar (intestinal) é frequente.
Sinais: aumento bilateral e indolor de linfonodos (pescoço, pré-escapulares, poplíteos), perda de peso, inapetência, letargia. Em gatos: vômito crônico, diarreia, emagrecimento. Diagnóstico: citologia de linfonodo (PAAF), hemograma, bioquímica, ultrassom abdominal, raio-X de tórax. Tratamento: quimioterapia é o pilar do tratamento — protocolos como CHOP (combinação de 4 drogas) apresentam taxas de remissão de 80–90% em cães.
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Osteossarcoma (tumor ósseo)
Tumor ósseo primário mais comum em cães, com forte predisposição por raças grandes e gigantes — Dogue Alemão, São Bernardo, Rottweiler, Golden Retriever, Pastor Alemão, Doberman e Setter Irlandês. Acomete principalmente membros (osteossarcoma apendicular), com predileção por ossos longos (rádio distal, tíbia proximal, úmero proximal). É um tumor agressivo com alta taxa de metástase pulmonar.
Sinais: claudicação progressiva que não melhora com anti-inflamatório, inchaço firme no membro, dor ao toque, perda de apetite, relutância em se mover. Diagnóstico: raio-X do membro (padrão lítico/produtivo), raio-X de tórax (metástase pulmonar), biópsia óssea. Tratamento: amputação do membro + quimioterapia adjuvante (carboplatina ou doxorrubicina). Sem quimioterapia, a sobrevida mediana é de 4–5 meses; com quimioterapia, de 10–12 meses.
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Hemangiossarcoma
Tumor maligno originado das células do endotélio vascular, que acomete principalmente baço, fígado, coração (átrio direito) e pele. O hemangiossarcoma esplênico representa 45–51% dos tumores malignos do baço em cães. Raças predispostas incluem Pastor Alemão, Golden Retriever, Labrador e Boxer. É um tumor de comportamento agressivo, com alto risco de ruptura e hemorragia interna — muitas vezes diagnosticado em situação de emergência.
Sinais: apatia, perda de apetite, mucosas pálidas (anemia), abdômen inchado, colapso súbito (por ruptura esplênica e hemorragia interna). Diagnóstico: ultrassom abdominal (massa esplênica), raio-X de tórax, hemograma (anemia), ecocardiograma (quando há suspeita de envolvimento cardíaco). Tratamento: esplenectomia de emergência + quimioterapia adjuvante (doxorrubicina).
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Tumores de pele e subcutâneo
Os tumores cutâneos e subcutâneos respondem por quase metade de todas as neoplasias diagnosticadas em cães (46,7% em estudos brasileiros). Incluem uma variedade de tipos — lipomas (benignos, mais comuns), histiocitomas (benignos, autolimitantes em cães jovens), carcinomas de células escamosas, fibrossarcomas e sarcomas de tecidos moles. A maior parte dos nódulos de pele é benigna, mas todo nódulo novo ou que muda de característica precisa de avaliação.
Sinais: massa palpável na pele ou sob a pele, nódulo que cresce, lesão ulcerada que não cicatriza, mudança de cor ou textura em lesão preexistente. Diagnóstico: citologia aspirativa (PAAF) como triagem inicial — rápida, minimamente invasiva e feita no consultório. Biópsia com histopatologia para classificação definitiva. Tratamento: excisão cirúrgica com margem adequada para malignos; acompanhamento para benignos.