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Displasia coxofemoral
Doença de origem genética e multifatorial que causa encaixe inadequado da cabeça do fêmur na cavidade acetabular (quadril). Afeta predominantemente cães de raças grandes e gigantes — Pastor Alemão (prevalência estimada de até 35%), Labrador, Golden Retriever, Rottweiler e São Bernardo são as raças mais acometidas. Cães com displasia desenvolvem dor, inflamação articular e artrose progressiva. Raramente acomete cães com peso adulto inferior a 12 kg.
Sinais: dificuldade para levantar, bunny hopping (pulo de coelho ao correr), relutância para pular ou subir escadas, atrofia muscular em membros traseiros, dor ao manipular o quadril. Diagnóstico: raio-X de quadril com posicionamento padronizado (ventrodorsal com extensão dos membros). Tratamento: conservador (controle de peso, analgesia, fisioterapia, condroprotetores) ou cirúrgico (osteotomia, artroplastia por excisão da cabeça femoral) conforme grau e idade.
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Luxação patelar
Deslocamento da patela (rótula) para fora do sulco troclear do fêmur. É uma das doenças ortopédicas mais comuns em cães de raças pequenas — Yorkshire, Poodle, Shih Tzu, Lhasa Apso, Maltês e Pinscher. Cerca de 98% das luxações em raças pequenas são mediais (a patela se desloca para dentro). Classificada em 4 graus: grau I (luxação manual com retorno espontâneo) a grau IV (luxação permanente, não redutível). Graus III e IV causam claudicação significativa e deformidade progressiva.
Sinais: pata traseira que "pula" ao caminhar (o pet anda 3 passadas, suspende a pata, estica e volta a apoiar), claudicação intermitente, andar em flexão do joelho, dificuldade para se levantar. Diagnóstico: palpação ortopédica (teste de luxação em consultório) + raio-X para avaliar alinhamento e grau de deformidade. Tratamento: graus I–II podem ser manejados com controle de peso e fisioterapia; graus III–IV indicam correção cirúrgica (sulcoplastia troclear + transposição da crista tibial).
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Ruptura do ligamento cruzado cranial
A causa mais frequente de claudicação e artrose do joelho em cães. O ligamento cruzado cranial estabiliza o joelho e impede o deslocamento anterior da tíbia — quando rompe, o joelho fica instável, doloroso e desenvolve artrose progressiva. A ruptura pode ser traumática (aguda, durante atividade intensa) ou degenerativa (crônica, por deterioração progressiva do ligamento). Raças com maior predisposição incluem Rottweiler, Labrador, Golden Retriever, Chow Chow e Dogue Alemão.
Sinais: claudicação aguda (o pet para de apoiar a pata de repente) ou claudicação crônica que piora com exercício. Joelho inchado, dor ao flexionar, atrofia muscular na coxa. Diagnóstico: teste de gaveta (instabilidade articular à palpação) + raio-X do joelho. Tratamento: cirúrgico na maioria dos casos — técnicas como TPLO (osteotomia de nivelamento do platô tibial), TTA (avanço da tuberosidade tibial) ou estabilização extracapsular, conforme porte do cão.
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Fraturas ósseas
Ruptura na continuidade do osso, causada por trauma (atropelamento, queda, briga, projétil). Cerca de 80% das fraturas em cães são causadas por atropelamentos, e o fêmur é o osso mais afetado — responde por mais de 40% dos casos —, seguido de tíbia e rádio/ulna. Cães de raças miniatura (Pinscher, Chihuahua, Yorkshire) têm fragilidade óssea que torna quedas de pouca altura suficientes para causar fratura.
Sinais: dor aguda, membro suspenso (não apoia), inchaço, crepitação ao toque, deformidade visível em fraturas expostas. Diagnóstico: raio-X em pelo menos duas projeções. Tratamento: quase sempre cirúrgico — osteossíntese com placa e parafusos, pinos intramedulares ou fixador externo, dependendo do tipo de fratura, osso e porte do animal. Reabilitação pós-operatória com restrição de atividade e fisioterapia.
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Doença do disco intervertebral (hérnia de disco)
Degeneração e deslocamento do disco intervertebral com compressão da medula espinhal. É a causa mais comum de dor na coluna em cães. Tem forte predisposição em raças condrodistróficas — Dachshund, Beagle, Shih Tzu, Lhasa Apso, Cocker Spaniel, Buldogue Francês e Pequinês — que apresentam mineralização precoce dos discos. Pode acometer tanto a coluna cervical (pescoço) quanto a toracolombar (meio das costas). A extrusão aguda (Hansen tipo I) é a forma mais grave e pode causar paralisia em horas.
Sinais: dor na coluna (costas arqueadas, choro ao ser pego no colo, pescoço rígido), fraqueza nos membros traseiros, tropeços, arrastar das patas, incontinência urinária nos casos graves. Diagnóstico: exame neurológico, raio-X da coluna, tomografia ou ressonância magnética para localizar a compressão. Tratamento: conservador (repouso absoluto + analgesia + anti-inflamatório) em casos leves ou cirúrgico (hemilaminectomia) em casos com déficit neurológico.
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Artrose (doença articular degenerativa)
Degeneração progressiva da cartilagem articular que causa dor, rigidez e perda de mobilidade. Pode ser primária (pelo desgaste natural com a idade) ou secundária (consequência de displasia, luxação patelar, ruptura de ligamento cruzado ou fratura articular mal consolidada). Estima-se que 1 em cada 5 cães adultos e a maioria dos cães idosos de raças grandes tenham algum grau de artrose. Em gatos, a artrose acomete mais de 60% dos felinos acima de 6 anos, mas é subdiagnosticada porque o gato esconde dor.
Sinais: rigidez ao levantar, claudicação que piora com frio e melhora com atividade leve, relutância para pular, diminuição de atividade, atrofia muscular. Em gatos: deixa de pular em superfícies altas, para de usar o arranhador, erra saltos. Diagnóstico: raio-X articular (osteófitos, estreitamento do espaço articular). Tratamento: multimodal — controle de peso, condroprotetores, anti-inflamatórios, fisioterapia, laserterapia. A artrose não tem cura, mas o manejo adequado preserva mobilidade e conforto.