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Colapso de traqueia
Doença degenerativa em que os anéis cartilaginosos da traqueia perdem rigidez e colapsam, estreitando a passagem de ar. Tem forte predisposição em raças pequenas — Yorkshire, Poodle Toy, Lulu da Pomerânia, Maltês, Chihuahua e Lhasa Apso. A obesidade é o principal fator agravante. Os sinais geralmente aparecem em cães de meia-idade a idosos, embora possam surgir antes de 1 ano de idade em casos severos.
Sinais: tosse seca em "grito de ganso" (honk), piora com excitação, exercício, calor, puxar a guia ou beber água. Em casos avançados — cianose e síncope após crise de tosse. Diagnóstico: raio-X de tórax e cervical (durante inspiração e expiração), fluoroscopia quando disponível. Tratamento: controle de peso, antitussígenos, broncodilatadores, corticoides em crises, controle ambiental. Cirurgia (stent traqueal) reservada para casos graves e refratários.
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Síndrome braquicefálica obstrutiva
Conjunto de alterações anatômicas que causam obstrução das vias aéreas superiores em raças de focinho curto — Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Pug, Shih Tzu, Cavalier King Charles, Boston Terrier e Pequinês. As alterações primárias incluem estenose de narinas (presente em 42–85% dos braquicefálicos), palato mole alongado (em 86–100%), eversão de sáculos laríngeos e hipoplasia traqueal. A obstrução crônica pode levar a colapso laríngeo progressivo se não tratada.
Sinais: respiração ruidosa (ronco), estertor, intolerância ao exercício, intolerância ao calor (risco de hipertermia), cianose em esforço, síncope. Diagnóstico: exame físico (auscultação, avaliação de narinas), raio-X de tórax e cervical, endoscopia/laringoscopia sob sedação. Tratamento: correção cirúrgica das estenoses (rinoplastia, palatoplastia) é o tratamento definitivo e tem melhores resultados quando feita precocemente. Manejo clínico: controle de peso, evitar calor e esforço excessivos.
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Bronquite crônica
Inflamação persistente dos brônquios com tosse crônica (presente por mais de 2 meses consecutivos) sem outra causa identificável. É mais frequente em cães de raças pequenas e de meia-idade a idosos — Poodle, Yorkshire, Chihuahua e Pequinês. A bronquite crônica não tratada leva a remodelamento das vias aéreas e bronquiectasia (dilatação permanente dos brônquios), com perda progressiva de função respiratória.
Sinais: tosse crônica (seca ou produtiva), piora com exercício ou exposição a poeira, fumaça e aerossóis, dispneia em crises de agudização. Diagnóstico: raio-X de tórax (padrão bronquial), lavado broncoalveolar quando indicado. Exclusão de insuficiência cardíaca (ecocardiograma) é obrigatória, porque tosse em cão idoso de raça pequena pode ser tanto bronquite quanto cardíaca. Tratamento: broncodilatadores, corticoides inalatórios ou sistêmicos, controle ambiental (sem fumaça, sem aerossóis), antitussígenos com cautela.
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Asma felina
Doença inflamatória crônica das vias aéreas dos gatos, caracterizada por broncoconstrição reversível e inflamação eosinofílica. A prevalência estimada é de 1–5% dos gatos. Pode acometer gatos de qualquer idade, raça ou sexo, com possível predisposição em Siamês. Os gatilhos incluem alérgenos ambientais (poeira, aerossóis, fumaça de cigarro, areia sanitária perfumada, pólen) e estresse.
Sinais: tosse (seca ou produtiva), sibilos audíveis (chiado), respiração com esforço abdominal, respiração com boca aberta em crises severas. Postura típica: gato agachado com pescoço estendido e boca aberta. Diagnóstico: raio-X de tórax (padrão bronquial, hiperinflação pulmonar), hemograma (eosinofilia), lavado broncoalveolar. Tratamento: corticoides (inalatórios com spacer felino ou sistêmicos), broncodilatadores em crises, controle ambiental rigoroso (retirar gatilhos).
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Pneumonia
Infecção e inflamação do parênquima pulmonar (tecido funcional do pulmão). Pode ser bacteriana (a mais comum na rotina), viral, aspirativa (por inalação de conteúdo gástrico), parasitária ou fúngica. A pneumonia aspirativa é frequente em braquicefálicos, pets com megaesôfago, filhotes com fenda palatina e pets em pós-anestésico. A pneumonia bacteriana secundária é complicação comum de traqueobronquite infecciosa não tratada, especialmente em filhotes.
Sinais: tosse produtiva, febre, prostração, inapetência, secreção nasal, respiração acelerada e com esforço, letargia. Em gatos, a tosse pode estar ausente — dispneia e prostração dominam o quadro. Diagnóstico: raio-X de tórax (padrão alveolar), hemograma (leucocitose), cultura bacteriana de lavado traqueal quando indicado. Tratamento: antibioticoterapia (baseada em cultura quando possível), fluidoterapia, nebulização, oxigenoterapia e internação em casos moderados a graves.
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Traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis)
Doença infecciosa altamente contagiosa das vias aéreas superiores de cães, causada por uma combinação de agentes — principalmente a bactéria Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina. É uma das doenças infecciosas mais prevalentes em cães no mundo, com maior incidência nos meses frios e secos, e em ambientes com aglomeração (canis, creches, pet shops, hotéis). Cães vacinados podem apresentar a forma leve; cães não vacinados tendem a desenvolver a forma mais grave.
Sinais: tosse seca, alta e paroxística (em acessos), que surge 3–10 dias após contato com cães infectados. Engasgo, ânsia sem vômito e secreção nasal podem acompanhar. Em casos complicados (filhotes, idosos, imunossuprimidos), pode evoluir para pneumonia. Diagnóstico: clínico (histórico + sinais), raio-X de tórax em casos complicados. Prevenção: vacina contra Bordetella e parainfluenza (dose anual). Tratamento: antitussígenos, antibióticos quando há infecção secundária, repouso e isolamento de outros cães.